Google+ Canal Brasília: Março 2014

24 de março de 2014

Gélido coração

Por Leandro Lisbôa

Foto da internet
Certo dia, ouvi alguém dizer: “Ninguém nunca me amou de verdade!”

Mas afinal, o que é “amar de verdade”?!

Em minha vã filosofia, amar é a busca incansável em fazer alguém feliz, é sentir borboletas nos estômago sempre que se está perto, ou as vezes, quando se pensa, é ficar feliz quando o outro está feliz e triste quando está triste. Já para o dicionário Priberam da Língua Portuguesa, amar (amor) é [o sentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição ou atração; grande afeição ou afinidade forte por outra pessoa (ex.: amor filial, amor materno). = AFETO ≠ ÓDIO, REPULSA]. Em resumo, amar é estar presente, é preocupar-se, é querer bem.

Baseando-me em minha própria filosofia– que acredito ser também a de muita gente – [e no significado do dicionário] tenho visto, com certa constância, pessoas reclamando de não serem amadas, de não ter alguém que lute por elas, que as ajude a ser feliz. Entretanto, boa parte dessas pessoas, ao encontrar alguém que as ame, reagem com estranheza.

Durante minha vida – que não é assim tão longa... sobretudo a adulta – encontrei algumas pessoas que reagiam com estranheza ao amor e, ao serem questionadas, respondiam: “é tudo consequência. É mecanismo de defesa, pois já sofri demais”. Com essa atitude, vi gente de potencial incrível para amar tornar-se tão gélida e fria quanto as pessoas que as fizeram sofrer.

A verdade é que o ser humano tem se isolado sem perceber. A tal “Era da Informação” permitiu que pessoas distantes se aproximassem por meio da tecnologia, porém, isso também fez com que pessoas próximas entrassem em ‘estado de reclusão’. Aos poucos, fomos nos acostumando ao SMS, ao [finado, nem tão finado assim] Orkut, ao Facebook e, por último, o tão famoso Whatsapp, que, em pouco tempo, praticamente substituiu a maior parte dos meios anteriores. Inclusive, já há quem diga que “ligar para alguém atualmente é uma verdadeira prova de amor” [Obrigado Tim, Claro e empresas de cobrança. Risos].

Mas afinal, o que uma pessoa de 25 [no caso, eu] sabe sobre o amor?!

Pois bem, não sei muito mesmo, mas o que sei tem servido para me ajudar a entender [ou não] o bicho humano. Aprendi que nenhum relacionamento é como o anterior, que só o tempo cura marcas e feridas, que se me fechar para as pessoas posso perder oportunidades incríveis com a pessoa ali da frente... o que sei?! Sei que me sinto feliz por continuar tentando e, no final, não me transformar na pessoa ali de trás: Fria, gélida e desacreditada do mundo.