Google+ Canal Brasília: Maio 2013

9 de maio de 2013

Abertas as incrições para o curso gratuito de jornalismo multimídia

O curso visa criar projetos de multimídia para comunidades carentes sobre temas como saneamento básico, saúde pública, educação e desastres naturais

Por Leandro Lisbôa

Foto: Reprodução
O Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ, sigla em inglês) abriu inscrições para o curso gratuito "Ferramentas digitais para o jornalismo de interesse público". Com a direção do jornalista Fabiano Angélico e aulas ministradas pelo professor de jornalismo digital da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) Marcelo Träsel, o curso tem o objetivo de fazer com que os profissionais adquiram habilidades digitais duradouras e que os auxiliem em seus trabalhos futuros.

Entre os temas, estão o refinamento de buscas na internet, o uso de mapas, a preparação de fotografias e vídeos para a publicação na web, além da criação de weblogs.

As inscrições podem ser realizadas no site da instituição até amanhã, 10 de maio e as aulas de aprimoramento das habilidades permanentes em narrativa multimídia serão realizadas entre os dias 27 de maio e 28 de julho. Para conseguir uma das 35 vagas, o candidato deve preencher um questionário, enviar o currículo profissional e cadastrar uma carta de intenções explicando porque tem interesse de participar do curso.

Ao final da orientação à distância, os alunos serão estimulados a criar um projeto de jornalismo de interesse público e os 15 melhores serão acompanhados pelos coordenadores do curso por um mês.


Abaixo, segue a programação semanal de atividades
1ª Semana: Jornalismo de interesse público
2ª Semana: Internet – Uma ferramenta de serviço público
3ª Semana: Ferramentas digitais
4ª Semana: Como tornar seu projeto viável
5ª Semana: Discussão de projetos em jornalismo de interesse público

Fonte: TV ABCD

8 de maio de 2013

As várias editorias do jornalismo


Por Leandro Lisbôa

Foto da internet
Com as várias possibilidades de público, ficou cada vez mais difícil escrever uma matéria que agrade a todos. Na busca por entregar aos leitores conteúdos cada vez mais personalizados, os jornais passaram a dividir os assuntos em editorias.

De acordo com o site Onze 06, editoria é a seção especializada em determinado setor, como esporte, polícia, arte, meio ambiente etc. Sendo assim, dividir um jornal, revista ou até mesmo uma página de internet é a melhor maneira de nortear os leitores com assuntos que melhor os agradem, pois, o próprio usuário pode clicar na guia e ler os assuntos sobre determinado assunto.

A seguir, algumas editorias e sobre o que elas se relacionam.

Jornalismo Cientifico - a Nasa descobriu um novo planeta habitável, cientistas descobriram a cura para a AIDS ou um estudante desenvolveu um composto que utiliza nanotecnologia para tornar roupas impermeáveis. Como noticiar isso de forma que o cidadão possa compreender?! Esse é o papel do jornalista especializado em ciência.

No site Infoescola é possível encontrar a seguinte definição:
o jornalismo científico é especializado em cobrir assuntos e acontecimentos científicos. Abrange as ciências exatas, naturais e biomédicas, além da tecnológica, arqueológica, espacial e demais campos de conhecimento acadêmico e especializado. É similar à divulgação científica, pois, além de informar o leitor a respeito das pesquisas e achados científicos, busca atualizar a mesma informação constantemente, publicar debates entre os pesquisadores e fazer a população pensar e relacionar os conhecimentos inseridos na sociedade.

Ou seja, o jornalista que trabalha com a editoria científica é responsável por transmitir à sociedade assuntos aparentemente complicados. Sites como o da Revista Super Interessante e da Galileu são grandes exemplos de jornalismo científico. Neles, o leitor pode ficar informado sobre ciência por meio de uma linguagem atraente e descomplicada.

Jornalismo Cultural – a editoria de cultura é responsável por levar ao leitor assuntos voltados ao entretenimento, cursos e afins. O repórter de cultura deve estar antenado nas atividades locais ou nacionais em todas as artes (cinema, teatro, rádio, música, exposições etc.)

Atualmente, jornais como o DFTV disponibilizam uma coluna onde as principais atrações na cidade.

Jornalismo Esportivo – Com a copa do mundo o jornalismo esportivo acabou ganhando maior destaque. Entretanto, a atuação do repórter da editoria de cultura vai muito além do futebol. Levar a conhecimento do leitor esportes que são pouco divulgados e esportistas que não recebem incentivos também faz parte das atribuições do jornalista.

De acordo com o site Infoescola o jornalista esportivo atua na cobertura de eventos esportivos, preparativos desses eventos, atletas, clubes ,mercado esportivo e atividades físicas.

É importante lembrar que, assim como em outras áreas, o jornalista esportivo também deve ser imparcial em relação às informações que transmite. Bons exemplos de jornalismo esportivo são o Globo Esporte e o Viver Sports.

Jornalismo Econômico – comunicar o fluxo econômico do país, apresentar a movimentação da bolsa de valores, cotação do dólar e moedas estrangeiras são competências do jornalismo econômico. De acordo com o site Tribos Jovens, o jornalismo econômico:
é a designação da atividade jornalística voltada para a cobertura, interpretação e debate de temas pertinentes aos assuntos ligados à economia, seja a micro ou a macroeconomia.

O jornalista que cobre eventos econômicos deve ser capaz de traduzir e comunicar ao cidadão comum, da melhor maneira possível, as informações que adquire com fontes oficiais, bem como o Banco Central, por exemplo.

Jornalismo Político – um assunto que nem todo mundo se interessa, o jornalismo político é área que vai comunicar aos cidadãos seus direitos sociais, votações de governo, períodos eleitorais, posses presidenciais. 

Jornalismo Policial – tem como objetivo orientar a população sobre crimes, assaltos e ações policiais. Segundo o site Infoescola:
O jornalismo policial relata crimes, condenações e demais registros policiais e judiciais que auxiliem a sociedade a ter maior consciência sobre o nível de segurança em sua região, na formação da opinião pública e nas ações governamentais a respeito desses acontecimentos.

As emissoras de TV do Distrito Federal têm direcionado um especialista em segurança para comentar acontecimentos da cidade. Eles informam a sociedade sobre como agir em determinadas situações, quais são os direitos, como se proteger de sequestros relâmpagos, tudo isso em linguagem simplificada e de fácil compreensão.

Jornalismo empresarial – voltado para a comunicação institucional, o jornalismo empresarial visa comunicar as ações, resultados e conquistas da empresa. De acordo com o site Comunicação Empresarial Online:
O Jornalismo Empresarial abrange um amplo elenco de atividades desenvolvidas em empresas e entidades com vistas à divulgação de seus fatos e realizações. Na prática, ele compreende não apenas as ações de relacionamento com a mídia, mas a elaboração de veículos jornalísticos para comunicação com determinados públicos e com a sociedade em geral.

Em outras palavras, o jornalismo empresarial está associado à assessoria de imprensa, que busca lançar o cliente positivamente na mídia.

Jornalismo setorial – é voltado para áreas específicas, como turismo, comunicação infanto-juvenil. No turismo, por exemplo, aplica-se em publicações voltadas a apresentar o local aos turistas que chegam no país.

Jornalismo de Celebridades – voltado a entreter o público com notícias dos artistas. Atualmente, a sociedade do espetáculo tem investido muito no jornalismo de celebridades e, em alguns casos, nas sub-celebridades. Não é incomum ler matérias que enaltecem participantes do Big Brother Brasil, mulheres frutas, panicats e afins.

A verdade é que o jornalismo de celebridades trata o leitor como acéfalo. Essa é a afirmação de Paulo Nogueira, do site Diário do Centro do Mundo. Para ele:
O jornalismo de celebridades deseduca o leitor. Contribui para que ele permaneça no hades da ignorância que o faz acreditar que é importante saber que a atriz da novela das 8 está namorando com o galã da novela das 9.

Por fim, esse tipo de jornalismo, apesar de subjugar o leitor, acabou sendo indispensável, pois, hoje em dia, o público é quem pede por esse tipo de informação.

7 de maio de 2013

O jornalismo em diferentes gamas


Por Leandro Lisbôa

Foto da internet
A comunicação é um dos maiores bens que o ser humano pode der. Desde os primórdios da humanidade, o homem tem utilizado da linguagem, seja ela escrita ou falada, para se dirigir à outros indivíduos. No jornalismo especializado, o jornalista ou repórter pode utilizar de diversas linguagens para atingir seus públicos das mais variadas formas. A comunicação pode se dar utilizando de publicação dirigida, não-dirigida ou, em casos específicos, de linguagem institucional.

Publicação dirigida imagine que você é um repórter de uma revista do segmento de moda. Aparentemente, tal área pode se mostrar fácil e rápida de se trabalhar, sem a necessidade de um direcionamento específico. Entretanto, é preciso lembrar que a moda pode ser dividida em diversas subcategorias (juvenil, infanto-juvenil, homem, mulher, praia) trazendo a necessidade de um direcionamento para os públicos específicos. De acordo com o site Multivias Comunicação:
“Para se comunicar com um público específico de forma não invasiva e com credibilidade, a elaboração de uma publicação é uma das soluções mais indicadas. Os chamados veículos de comunicação dirigida permitem à empresa a produção de conteúdo de interesse de seu público-alvo (que pode ser o fornecedor, o vendedor, o colaborador, o cliente, a comunidade etc.), tornando-se mais próxima dele. Tal publicação é assinada com a marca da empresa, trazendo credibilidade e fidelizando o leitor”.

As publicações dirigidas servem exatamente para isso. Elas visam um público alvo específico e funcionam muito bem para se trabalhar com editorias, pois, serve como divisor de conteúdo.

Publicação não-dirigida – dá-se de diversas formas e para diversos públicos. A publicação não-dirigida não tem público específico, o que pode ser positivo, entretanto, é preciso saber utilizá-la de forma correta, sobretudo, na internet.
Mais conhecidos como spams, as comunicações digitais não-dirigidas acabam sendo um transtorno na vida de muita gente e sua utilização de forma indevida pode causar prejuízos, justamente devido às exigências do usuário do universo web. Segundo o site Sinprop:
"Existe o receio de queimarmos um excelente meio de comunicação por não sabermos utilizá-lo bem. O usuário de Internet é muito exigente", diz. Para se ter uma idéia do rombo que uma comunicação não dirigida pode causar, os "junk e-mails", ou seja, os e-mails que podem ser dispensados, custam US$ 9,3 bilhões ao ano aos usuários da Internet nos Estados Unidos, segundo estudo da Comissão Européia.”

Dessa maneira, é o comunicador quem tem que saber direcionar suas publicações, ainda que elas não sejam destinadas à um público específico.

Publicação institucional imagine que você trabalha em uma empresa com mais de 500 funcionários. Como fazer para que todas as pessoas tenham conhecimento das ações da instituição?! Jornalismo institucional é a resposta.

O jornalismo institucional é quem destaca o que existe de positivo em uma organização, o que pode ser melhorado, os planos de ação da empresa sobre um determinado assunto. Segundo uma publicação no site SlideShare específica da jornalista Ana Kabbach, sobre o assunto, “Jornalismo institucional é a especialização do jornalismo voltada para o público interno de uma instituição, seja qual for sua natureza (lucrativa, sem fins lucrativos, polícia, religiosa, militar, sindical, etc)”.

As publicações institucionais também servem para aproximar os funcionários da instituição, uma vez que, por meio de jornal mural, web email ou até mesmo intranet é possível divulgar datas de aniversário, conquistas dos integrantes da empresa dentre outros. Ainda de acordo com Ana Kabbach:
“esse meio de jornalismo tem como principal função otimizar a comunicação com os funcionários, apresentando-lhes informações sobre o seu dia a dia e sua carreira, treinamento, dicas de uma vida melhor, aniversariantes, atividades e novos produtos ou serviços, bem como demonstrar um pouco dos valores e da filosofia da empresa.”

As publicações institucionais podem ser feitas por meio de jornais murais, folders, panfletos ou até comunicação eletrônica, como email marketing e configuram uma excelente forma de manter a empresa e seus funcionários em contato.

Assim, o comunicador tem o poder em suas mãos, basta saber como utilizá-lo. Valendo-se desses três tipos de comunicação, é possível atingir uma possibilidade enorme de leitores para os conteúdos que se publica.

6 de maio de 2013

Construção da Matéria – Da pauta à informação levada ao leitor


Por Leandro Lisbôa

Foto da internet
Mais que uma simples etapa, a definição da pauta é um dos principais pontos para o jornalista, pois é nela que o repórter se baseia para a construção de sua matéria. A escolha de uma boa pauta e sua produção cautelosa podem garantir um bom resultado ao final de toda a produção.

Segundo o blog Jornalismo de Revista, “A pauta é um dos principais itens do jornalismo. É a partir dela que o repórter irá a campo buscar informações, apurar e iniciar a construção da reportagem”.

Ainda de acordo com o blog, uma boa pauta deve conter, no mínimo, um resumo dos acontecimentos que são objeto da reportagem; as informações que o repórter deverá conseguir, para levar ao leitor o que é interessante para ele; fornecer todos os dados necessários para o repórter bem como, nome, cargo ou função das pessoas que serão entrevistadas, telefones, hora da entrevista, local, e-mail- sempre fornecer mais de uma fonte e o posicionamento/angulação da matéria, ou seja, como a emissora vai se posicionar em relação ao assunto.

Direcionar a matéria é outro aspecto de suma importância, pois dentro de um determinado assunto, o repórter pode encontrar vários direcionamentos. Um exemplo recente é o caso da tragédia na boate Kiss, em Santa Catarina. Diversos veículos de comunicação noticiaram a quantidade de mortos, os motivos do incêndio enquanto outros focaram no caos e desespero das pessoas tentando sair da boate. Entretanto, um direcionamento que ficou de fora e que poderia atrair mais leitores seria saber por que ninguém da banda Molecada Fandangueira saiu ferido do local.

O direcionamento é importante, pois, mesmo com assuntos semelhantes, é ele que vai diferenciar um veículo de outro. Em um universo onde há vários canais de comunicação, o foco da notícia, em muitos casos, é o que valoriza ou deprecia a notícia.
Com a pauta construída, cabe ao repórter ir atrás das informações para montar a matéria de forma a deixá-la atraente e de interesse do leitor. Mesmo em situações de tragédia, é possível deixar o texto atrativo.

A criatividade do jornalista é um ponto que pode fazer o leitor ter mais interesse no assunto e não deve, de forma alguma, ser deixada de lado. De acordo com o site Abae.pt, “A construção de um texto jornalístico não dispensa a criatividade de quem o redige, mas assenta numa técnica própria”.

Para escrever seu texto o jornalista pode optar pelo gênero literário, onde ele conta uma história; pirâmide invertida, onde os pontos mais importantes são dados no início e depois são explicados ou ainda, a pirâmide normal, que consiste em ir dando os fatos em ordem crescente de importância.

Assim, buscando atender as necessidades de leitura de um público cada vez mais diversificado, cabe ao jornalista aliar o gênero de escrita e direcionar a matéria para convencer o leitor de que o assunto escrito é interessante e vale a pena ser lido.

5 de maio de 2013

Novo século, uma nova forma de jornalismo


Por Leandro Lisbôa


Foto da internet
Não é de hoje que entramos na chamada “Era da Informação”. De lá para cá, as possibilidades de se conseguir informação aumentaram grandiosamente e as pessoas, que antes só obtinham informações por meio do rádio e dos jornais, passaram a receber notícias também pela televisão e, tempos depois, pela internet.

Com o início do “universo web”, o cidadão passou a ter ‘o mundo em suas mãos’ e, dessa maneira, começou a ter acesso a múltiplas informações em um curto espaço de tempo.

As possibilidades de um sem número de informações de forma rápida possibilitou aos cidadãos escolher os tipos de notícias que mais os agradavam. Assim, a função do jornalista de informar a sociedade com notícias de relevância passou a ser modificada, devido ao rápido envelhecimento da notícia. Era necessário produzir conteúdos para públicos com gostos variados e interesses múltiplos, no intuito de entreter, com qualidade, um público cada vez mais diferenciado.

Segundo Ana Carolina de Araújo Abiahy, em seu estudo O jornalismo especializado na sociedade da informação (2000):
“nesse estágio em que as escolhas individuais prevalecem sobre o engajamento com a coletividade, faz sentido que a informação procure atender às especificidades ao se dirigir aos públicos diferenciados”.

O jornalismo especializado busca atingir públicos com gostos comuns dentro de uma sociedade com gostos múltiplos. Esse objetivo pode ser alcançado por meio da segmentação das informações.

Ainda em seu estudo, Ana Abiahy (2000) afirma que o jornalismo especializado é uma resposta a essa demanda por informações direcionadas que caracteriza a formação de audiências específicas.

Jornais, revistas e até mesmo as páginas de internet fornecem aos usuários a possibilidade de ler apenas os assuntos que os interessam. Essa separação de conteúdos é feita por meio das editorias. De acordo com o glossário Onze 06, editoria é a “seção especializada em determinado setor (esporte, polícia, arte, meio ambiente etc.)”.

Para levar assuntos específicos à um público segmentado os jornalistas podem utilizar de diversos segmentos do jornalismo. A Revista Visões (download disponível), por exemplo, é uma publicação de cunho analítico internacional que, para ser produzida, focou aspectos como o jornalismo político, econômico, cultural, turismo, além do jornalismo opinativo e de opinião. Dessa maneira, o profissional pode levar ao público um conteúdo mais completo e aprofundado.